Em ação coordenada nesta terça-feira (19/05), a Polícia Civil de Goiás deflagrou seis operações simultâneas, conduzidas por diferentes unidades especializadas, para o cumprimento de 113 mandados de prisão contra investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, fraudes bancárias, estelionato virtual, fraudes eletrônicas, ocultação de valores e roubo majorado. Ao todo, 185 medidas judiciais são executadas nos estados de Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e no Distrito Federal.
Segundo a corporação, as ofensivas reforçam a capacidade operacional e a atuação integrada no enfrentamento às organizações criminosas, ao tráfico de drogas e aos crimes patrimoniais e cibernéticos, demonstrando alcance interestadual. As ações também resultaram no bloqueio de mais de R$ 4,2 milhões em bens e valores.
O governador Daniel Vilela destacou o fortalecimento das forças de segurança e afirmou que o Estado seguirá atuando com rigor no combate à criminalidade. "Vamos continuar garantindo que Goiás seja terra de gente de bem, onde bandido não se cria e não se criará", disse, ressaltando a integração das forças policiais, os investimentos em inteligência e tecnologia e o trabalho firme da polícia. "Goiás seguirá entre os estados mais seguros do país", completou.
Para o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, as operações simultâneas evidenciam a capacidade técnica e operacional da instituição. "Essas ações demonstram a capacidade técnica e operacional da Polícia Civil no combate qualificado às organizações criminosas e aos crimes complexos. A integração entre as unidades especializadas, aliada ao trabalho de inteligência e investigação, permite atingir estruturas criminosas em diferentes estados, descapitalizando grupos e promovendo mais segurança à população", afirmou.
No âmbito da Operação Agropix, o Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde cumpre mais de 80 medidas judiciais, entre prisões temporárias, mandados de busca e apreensão domiciliar e bloqueios de valores, com apoio de diversas unidades policiais. As ações ocorrem simultaneamente em Goiás, São Paulo, Santa Catarina e no Distrito Federal. A investigação apura a atuação de um grupo especializado no golpe conhecido como "mão fantasma", modalidade de fraude eletrônica praticada mediante acesso remoto a dispositivos das vítimas, que teria causado prejuízo milionário a um produtor rural de Rio Verde. Conforme as apurações, o grupo atuava de forma estruturada, utilizando mecanismos tecnológicos para acessar contas bancárias, realizar transferências fraudulentas e ocultar valores ilícitos. Além de prisões e buscas, a operação visa interromper a movimentação financeira do grupo por meio do bloqueio de ativos e valores vinculados aos investigados.
Já a sétima fase da Operação Destroyer, denominada "Cobrança Final" e conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), cumpre 40 medidas judiciais: 20 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão nas cidades de Trindade, Goiânia e São Luís de Montes Belos. De acordo com as investigações, a organização criminosa mantinha divisão de funções, empregando motocicletas e veículos para o transporte de entorpecentes e uma rede de comunicação voltada às vendas, à logística operacional e à cobrança de dívidas do tráfico. A nova etapa busca enfraquecer financeiramente o grupo, interromper a cadeia logística e responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.
Fonte: Agência Goiás