O governador Daniel Vilela se reuniu nesta quarta-feira (20/05) com representantes do grupo Serra Verde, mineradora que atua em Minaçu, no norte de Goiás, após o anúncio de fusão com a americana USA Rare Earth, Inc. (USAR). No encontro, o chefe do Executivo estadual manifestou disposição para criar o melhor ambiente, inclusive tecnológico, a fim de viabilizar etapas industriais da cadeia de terras raras dentro do estado, com foco na geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico. As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos de propriedades magnéticas e condutoras, essenciais para novas tecnologias, como ímãs de carros elétricos, turbinas eólicas e soluções de energia limpa. Goiás detém cerca de 25% das reservas mundiais e abriga a única produtora em grande escala de terras raras pesadas críticas fora da Ásia: a mina Serra Verde. “Temos grande expectativa em relação ao futuro da mineração do nosso Estado, especialmente com esses minerais críticos. Estamos empenhados em criar a melhor ambiência possível para que Goiás continue à frente da produção desses minerais. Nós, goianos, somos ousados. Queremos nos tornar referência e ter ainda maior relevância no Brasil e no mercado internacional”, afirmou Daniel Vilela, ao CEO do Grupo Serra Verde, Thras Moraitis, e ao presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração, Ricardo Grossi. O governador destacou que entende a necessidade de ações de médio e longo prazo para que todas as etapas da produção ocorram em território goiano, e disse que a gestão trabalha para oferecer condições à empresa. “Isso para que possamos ter rapidamente um aumento de escala de produção, garantindo a mineração sustentável e promovendo a qualificação do desenvolvimento social de Minaçu e do estado. Portanto, podem contar com nosso governo e com o governador”, reforçou. Thras Moraitis elogiou a recepção em Minaçu e a parceria com o Governo de Goiás, afirmando que 70% dos empregados são locais e que, em abril, 90% dos recrutamentos ocorreram na própria cidade. “Investimos mais de 1 bilhão de dólares nessa operação e vamos continuar esse relacionamento prestativo”, disse. Ricardo Grossi ressaltou que, embora a companhia tenha “carimbo” de empresa americana, os desenvolvimentos foram feitos por brasileiros. “Queremos compartilhar esse conhecimento e mostrar que os brasileiros colocaram Goiás e o Brasil no mercado global de terras raras”, afirmou. Também participaram do encontro os diretores da Serra Verde Pedro Burnier (sustentabilidade e relações governamentais) e Pedro Rocha (financeiro); além dos secretários estaduais Gean Carlo Carvalho (Geral de Governo), Joel Sant’Anna Braga (Indústria, Comércio e Serviços) e Andréa Vulcanis (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Atualmente, a mina Serra Verde é responsável pela única extração comercial em larga escala de terras raras em operação no Brasil, com produção de até 5 mil toneladas por ano dos óxidos disprósio (Dy), térbio (Tb), neodímio (Nd) e praseodímio (Pr). No cenário atual, toda a matéria-prima bruta é enviada para a China para processamento, país que concentra cerca de 50% das reservas mundiais e mais de 90% da produção global. A fusão com a USA Rare Earth, Inc., empresa de terras raras listada na Nasdaq, visa criar um líder global que abranja elementos, óxidos, metais e ímãs, com papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia. Além do conhecimento pioneiro da Serra Verde em mineração e processamento, a empresa combinada terá acesso a tecnologias de separação, processamento e fabricação de metais de primeira linha por meio de operações próprias e parcerias estratégicas nos Estados Unidos e em países aliados.
Fonte: Agência Governo de Goiás