A Prefeitura de Goiânia retomou a execução do BRT Norte-Sul, corredor estratégico para a integração entre Goiânia e Aparecida de Goiânia. A contratação da multinacional ACA, por meio do consórcio ACA BRT Norte Sul, viabiliza a continuidade do trecho remanescente, de cerca de 4,8 quilômetros, que inclui obras de engenharia pesada, como a construção de uma trincheira e outras intervenções estruturais além da pavimentação básica.
O histórico do atraso remonta a 2021, quando a empresa anteriormente contratada interrompeu os serviços iniciados em 2015, com apenas 8% de execução. O traçado original foi dividido em dois lotes: o lote 2 foi concluído por outra empreiteira, enquanto o remanescente do lote 1 permaneceu pendente até a atual gestão, que relançou a licitação e firmou novo contrato. Com a assinatura, a empresa prepara a regularização da mobilização do canteiro para iniciar os trabalhos.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, a construtora vencedora é de origem portuguesa e tem histórico de grandes projetos. Ele informou que o investimento é de quase R$ 100 milhões e que a obra começará pela trincheira no cruzamento da Avenida Tapajós com a Avenida Rio Verde, seguindo um sequenciamento definido. "Nós esperamos fazer tudo em torno de 14 meses, por trechos. Pela experiência que a empresa tem, vamos causar o mínimo de transtornos a quem trafega pela região", disse.
A administração municipal afirma ter adotado ações articuladas entre várias pastas para garantir a retomada e a conclusão do BRT, incluindo regularização de áreas, desocupação e transferência de famílias afetadas, além de coordenação entre órgãos de mobilidade e transporte. Participam do esforço a Prefeitura de Goiânia, a RedeMob, a CMTC e a Secretaria de Transporte e Mobilidade de Aparecida de Goiânia, com foco na liberação e fluidez do trânsito.
Para o secretário municipal de Engenharia de Tráfego, Tarcísio Abreu, o papel do prefeito foi determinante para destravar a obra, ao priorizar mobilidade urbana, trânsito e transporte coletivo. "O transporte público é que vai comandar a nossa mobilidade, o nosso trânsito", afirmou, destacando que a conclusão do corredor será fundamental para o sistema.
Abreu ressalta ganhos previstos no tempo de viagem. "Toda vez que nós lançamos um corredor, o mínimo que nós ganhamos de deslocamento foi 30%", disse. Além da redução de tempo, a expectativa é ampliar segurança e conforto com veículos climatizados e infraestrutura adequada. "Vamos ter mais qualidade de vida e mais infraestrutura para oferecer ao usuário", completou.
O BRT Norte-Sul é apontado como eixo de integração entre os polos metropolitanos de Goiânia e Aparecida. De acordo com o secretário, a região metropolitana soma 2,6 milhões de habitantes, dos quais 2,1 milhões vivem nesses dois municípios, principais geradores de viagens. A conclusão do corredor deve fortalecer a conexão entre as cidades e atender à demanda.
Mabel também preside o Comitê de Mobilidade da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Segundo a gestão, essa posição ampliou o alcance da experiência de Goiânia, com trocas e apresentações em eventos nacionais e internacionais, como em Lisboa e Barcelona, reforçando a prioridade da mobilidade na cidade.
Na atual administração, foram implantadas iniciativas complementares ao BRT, como a "Direita livre" em mais de 100 pontos, investimentos na sincronização do parque semafórico — que, segundo a prefeitura, estava com 82% dos equipamentos offline no início da gestão —, além de metronização e desobstrução de vias. Essas medidas visam priorizar o transporte coletivo e melhorar a fluidez viária, em alguns casos apenas com intervenções de sinalização, sem grandes investimentos.
Informações: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) — Prefeitura de Goiânia.
Fonte: Prefeitura de Goiânia