Goiás reúne profissionais de saúde para reforçar prevenção e tratamento da sífilis

A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) realiza, nesta quarta-feira (14/10), o Seminário Estadual de Sífilis, na Escola de Saúde Pública de Goiás. O evento reúne médicos, enfermeiros da atenção primária e profissionais da vigilância epidemiológica dos municípios e das regionais de saúde. A abertura contou com a presença da subsecretária de Políticas e Ações em Saúde, Amanda Limongi.

Segundo a subsecretária, a qualificação dos profissionais é fundamental para fortalecer o diagnóstico precoce, garantir o tratamento adequado e assegurar o acompanhamento dos pacientes com sífilis. Ela ressaltou a necessidade de ampliar esse cuidado, especialmente durante a gestação, para prevenir a transmissão da doença ao bebê e evitar novos casos de sífilis congênita.

O seminário tem como objetivo aprimorar os conhecimentos das equipes de saúde sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos casos de sífilis adquirida, sífilis em gestantes e sífilis congênita. A programação inclui palestras e discussões de casos, com foco no fortalecimento das estratégias de assistência e na prevenção da transmissão da doença da mãe para o bebê.

A coordenadora de Apoio Estratégico em Atenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Ana Paula Vieira, destacou a importância da qualificação contínua das equipes para garantir atendimento adequado aos pacientes.

“A sífilis permanece sendo um grande desafio, tanto no diagnóstico quanto na assistência, na continuidade do tratamento e no acompanhamento dos pacientes. Nosso objetivo é capacitar cada vez mais os profissionais para garantir uma assistência de qualidade e evitar novos casos de sífilis congênita”, afirmou.

A sífilis congênita ocorre quando a infecção é transmitida da gestante para o bebê durante a gestação ou, em determinadas situações, no parto. A doença pode provocar complicações graves, incluindo a morte do bebê, o que reforça a importância do diagnóstico precoce durante o pré-natal e do tratamento adequado.

Outro aspecto importante é a necessidade de ampliar o cuidado para além da gestante diagnosticada. O diagnóstico e o tratamento dos parceiros sexuais, conforme as orientações dos protocolos de saúde, são fundamentais para prevenir a reinfecção e interromper a cadeia de transmissão da doença.

Após o nascimento, o bebê deve receber avaliação e acompanhamento de acordo com os protocolos clínicos.

A iniciativa busca fortalecer a integração entre a atenção primária e a vigilância epidemiológica, ampliar a capacidade de resposta dos municípios e contribuir para a melhoria da assistência às pessoas com sífilis em Goiás.

Fonte: Agência Goiás