A Wandrd lançou nesta semana a Magnetic Camera Strap, uma alça magnética para câmeras que combina conexões rápidas, âncoras Torus Links e um mecanismo de trava de segurança. A proposta é oferecer mais agilidade e proteção para fotógrafos que alternam entre o uso da câmera no corpo, em tripés e em gimbals.
O sistema utiliza as Torus Links, pequenas âncoras circulares em formato de “donut” instaladas nos olhais da câmera. Segundo a Wandrd, cada peça suporta até 198 libras, o equivalente a aproximadamente 90 quilos, capacidade suficiente para praticamente qualquer conjunto de corpo e lente.
As âncoras recebem o CoreLock, mecanismo magnético localizado na extremidade da alça e desenvolvido para se encaixar no orifício central das peças. Os ímãs orientam o CoreLock até a posição correta, permitindo uma conexão quase automática e que pode ser feita com apenas uma mão.
Depois do encaixe, uma trava mecânica impede que a câmera se solte apenas com um puxão, uma situação possível em soluções magnéticas simples. Para remover a alça, o usuário precisa acionar um sistema de pinça dupla, pressionando a peça pela parte superior e inferior para liberar a conexão.
O conjunto também inclui um indicador visual de desgaste. Se o cordão responsável por prender o Torus Link começar a se abrir, a cor amarela aparece sob o revestimento preto, sinalizando que a peça deve ser substituída. Caso surja a cor vermelha, a orientação é interromper imediatamente o uso. A Wandrd oferece dois anos de garantia para o sistema.
A alça é produzida com um nylon tubular personalizado, chamado pela marca de “liquid nylon”. O material foi desenvolvido ao longo de dois anos para ter bordas mais macias e dispensar acolchoamento adicional. A promessa é reduzir o desconforto causado pela pressão da tira no pescoço ou no ombro durante períodos prolongados de uso.
Outra característica é a ausência de partes metálicas expostas no conjunto, o que pode diminuir o risco de arranhões no corpo da câmera e nas lentes. O sistema também conta com o Torus Loop, recurso que permite transformar a alça em uma sling de ponto único.
Nesse formato, a tira permanece cruzada no corpo, enquanto apenas um conector magnético fica preso à câmera. Quando o equipamento é desacoplado para permitir mais liberdade durante a fotografia, a alça continua no lugar, sem escorregar do ombro.
A Wandrd também oferece um kit DIY por US$ 29 para usuários que já possuem uma alça de sua preferência. O produto permite instalar o sistema magnético CoreLock nas extremidades de uma tira existente, sem a necessidade de substituí-la.
Para quem optar pelos conjuntos completos, a linha é oferecida em três formatos: pulseira por US$ 39, versão Lite, com 15 milímetros de largura, por US$ 49, e modelo padrão, com 30 milímetros, por US$ 69.
Alças que acompanham câmeras novas costumam ter fixação simples, pouco conforto e remoção mais demorada. Esse aspecto pode ser inconveniente para fotógrafos que alternam entre o uso da câmera no pescoço, em tripés e em gimbals. Em algumas situações, profissionais enrolam a alça na mão ou deixam o equipamento solto para ganhar agilidade, o que aumenta o risco de quedas.
Nos últimos anos, sistemas de conexão rápida se tornaram comuns no mercado de acessórios. Eles normalmente utilizam pequenas âncoras permanentes presas à câmera e tiras que podem ser trocadas em poucos segundos. A Wandrd tenta se diferenciar ao utilizar ímãs, mantendo travas físicas e indicadores visuais de desgaste.
Para fotógrafos que trabalham em campo e alternam constantemente entre a câmera pendurada no corpo, tripés, gimbals e diferentes ângulos, a empresa afirma que o sistema pode reduzir o número de etapas necessárias para conectar e remover a alça. Em demonstrações, a reconexão magnética teria sido útil em mudanças entre fotografias feitas em altura normal e em ângulos muito baixos, situações nas quais a alça pode atrapalhar ou enroscar.
A Wandrd afirma que o produto vem recebendo boa aceitação de usuários que priorizam praticidade e segurança. Ryan Cope, cofundador da empresa, disse que a equipe trabalha continuamente para aprimorar os produtos e destacou o papel dos ímãs na orientação do encaixe e na simplificação do uso.
Caso a adoção do sistema continue, concorrentes poderão reforçar suas próprias soluções de conexão rápida ou desenvolver alternativas magnéticas. A Wandrd, por sua vez, deve acompanhar o retorno dos usuários, ajustar detalhes para o uso em campo e avaliar a expansão da linha de acessórios compatíveis com o mesmo padrão de conexão.
Fonte: Miraí Broadcast