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Caldas Novas diz não aos de casa e elege representante de fora

O eleitor da maior estância hidrotermal do país mantém a deputada federal Magda Mofatto como representante, mas passa a ser representada na Assembléia, por alguém bruto, rústico e sistemático.

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As eleições deste ano foram uma triste surpresa para muitos candidatos, que já se consideravam donos de cadeiras, nos mais variados cargos pelo país. O eleitor, antes viciado em reeleger nomes bem conhecidos por escândalos contínuos, resolveu ir à forra. Dilma (PT) perdeu em seu próprio Estado, Ciro Gomes (PDT) teve o mesmo destino e Marcos Abrãao (PPS) e Lúcia Vânia (PSB) perderam o cenário tido como vitória certa. O Senador Ronaldo Caiado obteve 59,7% dos votos e venceu a máquina deixando José Eliton (PSDB) a ver navios. Marconi Perillo (PSDB) tomou o maior coice de urna de toda sua trajetória política perdendo espaço, justamente para seu arqui-rival, Kajuru (PRP). O Mundo deu voltas… E elas mostraram que um dia quem está por cima, chega à parte baixa, sim senhor.

Em Caldas Novas, não adiantou rasgar dinheiro atrás do eleitor. Não resolveu obrigar funcionários públicos ou particulares, a adesivarem os veículos. A derrota veio, em grande estilo e rindo dos que subestimaram a inteligência do eleitorado. Dos 10 candidatos a deputado estadual, nenhum teve êxito. Dos deputados a federal, apenas Magda Mofatto (PR) conseguiu votação garantindo a cadeira no Congresso.

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Fora do pódium

Marinho Câmara (SD), contou com o apoio irrestrito do prefeito atual, que é investigado pela Polícia Federal por suposto recebimento de propina e fraude em licitações, Evandro Magal (PP). Este que recebeu de boa parte do município, o título de pior prefeito da história da cidade das águas termais. O apoio afastou o eleitorado que tem consciência de que Marinho deveria era ter fiscalizado o executivo, tendo tido a oportunidade de denunciar vários desmandos do seu principal cabo eleitoral e ainda assim, escolhido o silêncio em troca desse apoio que pode ter lhe custado a vitória. Teve menos voto do que o tenente coronel Carlos Eduardo Belelli (PR), que apoiado por Magda Mofatto, também não se elegeu, todavia foi o mais votado dos candidatos locais. Já Alison Maia (PMN), amargou uma pesada derrota, visto que esperava ser o mais votado da cidade e não alcançou sequer a marca de cinco mil votos. /para quem obteve quase 11 mil votos na última eleição a prefeito, esse número mostrou uma queda livre entre os votantes. A mesma proporção de votos teve o vereador Sílio Junqueira (PRTB). Os demais fazem parte do mesmo mar de tentativas de quem inicia ou de quem sempre tenta, sem alcançar a borda da piscina eleitoral.

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Representante de força

Caldas Novas, todavia, não ficou órfã de quem lhe represente na Assembléia Legislativa. A grata surpresa foi, a candidatura muito bem aceita, do ex-prefeito de Piracanjuba, Amauri Ribeiro (PRP). Amauri conhecido como o prefeito do chapéu, apresentou em todo o Estado o slogan, ?Podem me chamar de brigão, mas nunca me chamarão de ladrão?, foi eleito entre os mais votados de Goiás e firmou o carinho pelo município no qual sempre foi chamado a comparecer, esteve presente. Foram 2.108 votos só em Caldas Novas e 24.922 em Goiás. Com uma campanha que abriu mão do dinheiro de fundo partidário, sem regalias e com centenas de voluntários, Amauri alcançou uma das cadeiras legislativas e prometeu olhar atentamente para a cidade que o acolheu sem receio.

Segundo turno

A cidade agora se movimenta para o segundo turno eleitoral, que ocorrerá dia 28 de outubro, para definir o presidente do país. Bolsonaro (PSL) ou Haddad (PT) será o assunto do mês.

Por: Adriana Martins

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