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Evandro Magal é preso

Prefeito de Caldas Novas teve prisão temporária decretada em ação que apura crimes de corrupção, fraude a licitação e lavagem de dinheiro. Outras 7 pessoas também tiveram prisão decretada. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 32 lugares

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Hélmiton Prateado, especial para o Gazeta do Estado

     O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP) foi preso na manhã dessa quinta-feira, 13, na Operação Negociata, desencadeada pelo Ministério Público Estadual com auxílio da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal. As investigações apontam para um grupo que atuava no setor de compras e serviços da Prefeitura de Caldas Novas. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 32 lugares, em cidades como Caldas Novas, Morrinhos, Goiânia, Itumbiara, Aruanã, Aparecida de Goiânia e Santa Vitória (MG).

     Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP Estadual, que coordenou as investigações, o grupo agia montando licitações fraudadas e pagamento por produtos e serviços que não eram entregues ou realizados. Em Goiânia foram descobertas duas empresas do setor de iluminação, sendo que uma delas era uma empresa de fachada e servia apenas para emitir notas fiscais.

     Além de Magal foram presos também  ex-secretário de Saúde de Caldas Novas, Luciano Filho; João Afonso Neto, ex-presidente do Fundo de Previdência de Caldas Novas (CaldasPrev) e um empresário identificado como Delvi, da Pneus Morrinhos. Foram cumpridos mandados também residência de um dos sócios do grupo Privé, Waldo Palmerston, em Caldas Novas e na casa do vereador Saulo Inácio (PSDB), conhecido como Saulo do Privé, que foi funcionário do grupo por muitos anos. O empresário Waldo Palmerston Xavier, o Waldinho do Privê, sócio-diretor do Grupo Privê, também foi denunciado e teve seus endereços alvo de busca e apreensão. Ele é tio do deputado estadual Marcos Palmerston, o Marquinhos do Privê.

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As equipes apreenderam nos locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão objetos diversos como um revólver calibre 38, aproximadamente U$ 120 mil em espécie, moeda nacional em espécie, cheques e documentos. Na Câmara e na Prefeitura foram apreendidos computadores, pastas com documentos e outros itens.

No ano passado Evandro Magal e seu vice, Fernando Resende, tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral por abuso do poder de autoridade e utilização dos meios de comunicação em benefício próprio. a ação o promotor detalhou como o prefeito cassado Evandro Magal se valeu de verbas da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Caldas Novas para fazer promoção própria e denegrir a imagem de adversários políticos. A investigação remonta a junho de 2016, antes do início da campanha eleitoral quando o promotor e seus assistentes iniciaram um minucioso levantamento das notícias veiculadas no jornal É+ Notícias comparando com os fatos postados no site da Prefeitura relativos às ações do prefeito Evandro Magal, quando era candidato à reeleição. Tudo de Magal era favorável e elogioso e com relação a adversários políticos ou quem não se alinhava a ele era demérito e comprovava verdadeira perseguição.
As prisões são temporárias, por cinco dias, podendo ser prorrogadas ou transformadas em preventivas.
O advogado de Evandro Magal, disse que ?não há provas contra ele? e que o cliente irá colaborar para esclarecimento dos fatos.
Fortes indícios
A desembargadora Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira, que decretou a prisão de Evandro Magal e outros oito envolvidos, além da busca e apreensão e também o afatasmento de servidores da Prefeitura de Caldas Novas, determinou o compartilhamento de provas com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Caldas Novas. Magal e Waldo Palmerston teriam promovido alteração fraudulenta no Plano Diretor da cidade para beneficar o Grupo Privê e em pagamento Waldo teria pago propina para Magal disfarçada de doação eleitoral.
O ex-vereador e atual secretário Marcos Patrício Alencar Escórcio e sua esposa Yara Bandeira de Azevedo também foram presos temporariamente e foram alvo de busca e apreensão. Cabo Patrício, como é conhecido, tem seu patrimônio considerado injustificado por sua renda, como observou a desembargadora Carmecy. No final da tarde circularam comentários no Ministério Público dando conta que Cabo Patrício teria requerido fazer uma delação premiada, aceitando contar tudo o que sabe em troca de imunidade para ele e a esposa.
O empresário José Júnior Pinheiro Barroso, proprietário de três empresas alvo das investigações, teve ligações telefônicas suas gravadas pelos investigadores. Júnior da Nacional, como é conhecido alega ter ?proteção política? de poderosos, inclusive de um candidato a deputado federal que já foi figura proeminente da política nacional. Ele também foi preso.
Reposta do Grupo Privê
NOTA À IMPRENSA

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Na manhã desta quinta-feira, 13, o Ministério Público Estadual (MPE) fez busca e apreensão de documentos na residência de um dos sócios do Grupo Prive. Todos os documentos foram entregues e as solicitações atendidas. O Grupo afirma que não há qualquer vínculo do empresário e do Grupo com negócios não lícitos.

 

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