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GOIÂNIA em conflito: Periferia e violência urbana

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É notório que a violência se concretiza no espaço, rural, urbano, em cidades pequenas, metrópoles, zonas conurbadas, periferia, novos centros etc. e tende a se diferenciar conforme a escala do espaço geográfico. Há metrópoles em que a violência ocorre com a força do narcotráfico; há outras em que a presença maior é dos furtos, dos homicídios, dos seqüestros. Há cidades pequenas nas quais a violência maior ocorre no plano simbólico e político. Mesmo no interior da metrópole, há lugares que se constituem como ?territorialidade do crime?, ou ?territorialidade da violência?. Isso quer dizer que o espaço, estruturado pelos elementos que o compõem, ao entranhar a vida social de um tempo, apresenta maiores ou menores condições para que a violência ocorra. Dessa maneira, a relação violência e espaço não pode se furtar à totalidade social que a constitui. Ao mesmo tempo em que a violência se concretiza no espaço ou em lugares determinados, a sua causa pode ter referências históricas, como o colonialismo ou, ainda, ser produto da divisão internacional do trabalho e do jogo geopolítico mundial, em que aparece à força das instituições hegemônicas do mundo contemporâneo, como o mercado, a técnica, a ciência etc. Cabe esclarecer que o processo de modernização do território, ou o que Santos (1997) chama de meio técnico científico-informacional, transformou profundamente a cidade, acelerando as desigualdades, os conflitos e as diferenças sociais. Além disso, fez com que as metrópoles se expandissem aceleradamente, reconstituindo a sua periferia. Uma ideologia de culpabilização da periferia significa pensar que ela é sinônimo de pobreza, violência, medo e conflitos. Todavia, há outras conotações teóricas e metodológicas que, fora da ótica do preconceito, a vê a partir da riqueza de sua vida cotidiana, marcada por histórias, lutas e vitórias, muitas vezes esquecidas com o passar dos anos. Pode-se dizer, então, que a relação direta entre violência e periferia metropolitana é um componente simbólico do imaginário urbano, constituído por figuras simbólicas que disputam o poder de construir imagens e ideologias do espaço. Porém, como é comum na história das metrópoles brasileiras, a periferia é simbolicamente vista como ?regiões onde os problemas da cidade se avolumam, sendo lugares desprovidos de qualquer infra-estrutura que possa garantir o mínimo de cidadania. Compreender que a periferia urbana é produzida junto, ou motivada pelo processo de desigualdade social, permite que a análise que fazemos do espaço urbano goiano saia da ideologia de que toda periferia é sinônimo de violência. Por outro lado, nos dá o sentido de complexidade da violência que ocorre em todos meandros do espaço metropolitano goianiense. Ricardo Sousa de J. Júnior Graduado em Geografia e Pegadogia Mestrado em violência

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