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PUC-GO tem banheiro pichado com suástica e mensagens de ódio

Uma aluna diz que a faculdade precisa tomar uma atitude sobre o ato, pois os alunos não podem conviver com esse medo e nem estão lá pra isso.

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Na noite da última segunda-feira (05/11), uma estudante publicou um vídeo que viralizou nas redes sociais. Na gravação, a moça entra em um dos banheiros do terceiro andar do bloco A do campus V da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) e filma uma pichação em uma das portas do banheiro que contém mensagens de ódio. A aluna diz que a faculdade precisa tomar uma atitude sobre o ato, pois os alunos não podem conviver com esse medo e nem estão lá pra isso.

Na pichação, está escrito ?Bolsonario 2019?, e entre o desenho de uma suástica em vermelho tem as palavras, ?LGBT?s?, ?negros?, ?profes petralha?, ?ustra vive?, e abaixo dos dizeres, a palavra ?morte?.

Medo e ameaças

Quem gravou o vídeo e publicou foi a estudante de jornalismo, Bruna Monteira, de 24 anos. ?Mostrei o fato e pedi para as pessoas denunciarem. No meu Instagram algumas pessoas defenderam esse absurdo?, relata.

Ela alega que o instituto não se posicionou sobre a investigação sobre quem pichou o local. ?Ninguém toma uma medida drástica para quem fez isso se sentir intimidado, estão tentando abafar o caso. No campus existe um grande grupo fascista, mas os alunos estão se mobilizando, pois não é o primeiro caso do tipo?, comenta.

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Bruna disse que um aluno de sua turma repostou o vídeo, colocando os dizeres ?quero ver é morte, tomara que mata tudo?. A aluna diz ter medo de ir às aulas. ?Tenho pavor que aconteça alguma coisa comigo. Como vou para a sala de aula com essa mesma pessoa? Eu exponho meu posicionamento político na internet, posicionamento esse que ele é contra. Vou denunciá-lo, pois estou pensando na minha proteção. Se acontecer algo comigo, está registrado?, conclui. 

Nesta terça-feira (6/11), o assunto dominava as rodas de conversa dos alunos. ?Foi um ato repugnante. Estamos em pleno século 21 e ainda existem pessoas preconceituosas que ficam incentivando o ódio?. A estudante, que preferiu não se identificar, completa. ?É responsabilidade da PUC ficar atenta para isso não acontecer mais. O clima aqui é de discussões políticas, inclusive com indiretas entre professores e alunos?.

A aluna expõe que no bloco onde a pichação foi feita, dos estudantes de direito, grande parte dos alunos são a favor do candidato eleito, Jair Bolsonaro (PSL). ?A maioria é muito extremista. O autor dessa pichação deveria ser responsabilizado, e a PUC precisa tomar alguma atitude a respeito?, conclui a jovem.

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PUC Responde

Em nota, a PUC Goiás disse ?repudiar toda forma de discriminação, preconceito e violência dirigidos a qualquer pessoa, por qualquer motivo?.  E informou ainda que a pichação foi apagada do local imediatamente e que a instituição reitera seu compromisso no combate à intolerância nos campus e se solidariza com àqueles que se sentiram atingidos pela mensagem. ?A PUC está atenta e vigilante a quaisquer atos contrários às leis, à ética e ao seu Regimento Disciplinar?, diz o texto.

O Centro Acadêmico de Jornalismo (CA), da universidade também se manifestou sobre o caso no Facebook. ?Após o episódio de pichação ocorrido no dia 5, no banheiro masculino do bloco A, no Campus V, vemos a necessidade de afirmar o papel da Universidade como um espaço seguro e plural. Resistiremos contra a intolerância e aos ataques de ódio que têm (infelizmente) crescido. Repudiamos qualquer forma de violência, física ou emocional. Caso você veja ou passe por alguma situação constrangedora na faculdade: denuncie!?, diz o texto.

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