Distrito Federal

Visões e experiência do mercado de cinema sob a ótica feminina

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Com fomento do edital FAC On-Line, o projeto Elas em Ação une equipe técnica apurada, com gabarito e trajetória cultural relevante no Distrito Federal, no intuito de trazer as suas visões e experiências sobre o cinema. O grupo, formado por mulheres, quer dar mais força para que outras possam passar à frente esse conhecimento aprendido e, assim, criem uma forte rede de empoderamento.

“Mesmo diante de tantos desafios, as mulheres estão dando a volta por cima de todas as barreiras e empreendendo cada vez mais. Isso precisa ser registrado e exibido para o mundo inteiro. O audiovisual tem se tornado um recurso e uma linguagem extremamente necessária para essa adaptação”Alice Lira, cineasta

“A importância do reconhecimento de um protagonismo feminino passa pela equidade de gênero em toda a cadeia de produção do cinema, não só o que se vê na tela, mas como e por que se vê uma peça audiovisual. É sobre ‘se ver’ na subjetividade e humanidade de cada personagem, em realidades factuais e/ou inventadas”, explica Alice Lira, uma das organizadoras do Elas em Ação.

Os espaços sociais com representatividade feminina vêm ganhando muita força, e parte disso se deve a projetos como o Elas em Ação. Segundo Alice, o recurso do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal foi muito importante, pois fez o projeto sair do papel e ser colocado em prática. Foram mais de 365 pessoas acessando o projeto diretamente nos canais de comunicação, 50 inscritos na sala do Zoom e 315 presentes na transmissão ao vivo no YouTube.

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Representatividade

“A Edileuza Penha, cineasta negra do Distrito Federal, diz que ‘uma mulher no cinema faz a revolução’; imagine mais de 300 fazendo isso juntas? São novas narrativas, novas formas de se contar a mesma história, sob a ótica feminina no audiovisual brasileiro em todas as telas, principalmente nas novas telas digitais, os smartphones, os notebooks, os tablets, as webcams, as câmeras simples e sofisticadas. Não importa o tipo de filmadora, o desafio é o mesmo: emocionar com originalidade “, destaca Alice.

A cineasta acredita que esses espaços sociais com representatividade feminina estão sendo construídos de uma forma muito positiva diante do atual cenário que vivemos no Brasil e no mundo, devido à pandemia e seus desdobramentos. “Mesmo diante de tantos desafios, as mulheres estão dando a volta por cima de todas as barreiras e empreendendo cada vez mais. Isso precisa ser registrado e exibido para o mundo inteiro. O audiovisual tem se tornado um recurso e uma linguagem extremamente necessária para essa adaptação”, observa Alice.


Três perguntas/Alice Lira

Qual a importância desse fomento do FAC para o projeto de vocês?

O fomento do FAC nos permitiu tirar do papel uma ideia que tínhamos vontade de desenvolver há algum tempo. Com uma equipe técnica de gabarito e trajetória cultural relevante no Distrito Federal, reunimos importantes nomes do cinema e do audiovisual do DF, São Paulo e Rio de Janeiro – mulheres atuantes no mercado que trazem suas visões e experiências para que pessoas leigas e iniciantes consigam desenvolver peças audiovisuais com conteúdo e narrativa originais.

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Como é desenvolvido o projeto?

Esse é um projeto de atividade formativa que visa orientar mulheres empreendedoras a criarem não só vídeos caseiros para a internet, mas a contar as suas histórias com técnica, arte e originalidade. Com sete oficinas e uma mostra de resultados, as participantes terão acesso a um vídeo gravado e uma aula ao vivo com cada uma das facilitadoras; e, ao final, exibirão suas peças na I Mostra Elas em Ação.

Qual o impacto cultural e social do projeto?

Culturalmente, as pessoas que participam do Ciclo de Oficinas vão poder ter acesso a conceitos e referências do universo audiovisual, a partir da facilitação de comunicadoras e cineastas atuantes no mercado que conduzem as aulas, apresentando a linguagem cinematográfica de forma artística e comercial para as mídias digitais; aprendendo sobre roteiro, direção cinematográfica, direção de fotografia, direção de arte, som e trilha sonora, edição de vídeos e marketing de conteúdo para não só produzir, mas também divulgar seus vídeos com estratégia, planejamento e criatividade.

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

Fonte: Governo DF

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