Goiânia registra alta de 719% nos investimentos no 1º quadrimestre de 2026; entenda os dados fiscais

O prefeito Sandro Mabel apresentou, nesta segunda-feira (6/7), na Câmara Municipal, a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026. Segundo os dados, os investimentos da administração municipal cresceram 719,39% entre janeiro e abril, em relação ao mesmo período de 2025, passando de R$ 35,7 milhões para R$ 292,9 milhões. De acordo com a gestão, o avanço amplia a capacidade do município de executar obras, investir em infraestrutura e realizar ações estruturantes.

Mabel afirmou que o balanço consolida o reequilíbrio das contas públicas e inaugura uma etapa com maior capacidade de investimento sem descumprir a responsabilidade fiscal. No período, a Prefeitura arrecadou R$ 3,76 bilhões, liquidou R$ 3,33 bilhões em despesas e fechou com superávit de R$ 423,9 milhões. A arrecadação total cresceu 7,42% nominalmente ante o primeiro quadrimestre de 2025, com ganho real de 2,9% acima da inflação.

Para o secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, os resultados marcam a transição para uma nova fase da administração. Segundo ele, o primeiro momento concentrou-se em ajuste fiscal, recuperação de indicadores e retomada da nota máxima da Capacidade de Pagamento (Capag) junto ao Tesouro Nacional. Agora, a gestão entra na fase das realizações, com ampliação de investimentos em mais de 700%, manutenção do equilíbrio fiscal e superação de metas previstas para o exercício.

O desempenho foi influenciado pelo fortalecimento da atividade econômica local. A arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) somou R$ 541,9 milhões, aumento de R$ 58,6 milhões frente ao mesmo intervalo do ano anterior, o que representa crescimento nominal de 12,13%. Os indicadores fiscais superaram as metas: o resultado primário atingiu R$ 264 milhões, cerca de 199% da meta anual fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (R$ 132,7 milhões), e o resultado nominal chegou a R$ 389,1 milhões, acima do objetivo previsto para o período.

Do lado das despesas, a administração manteve a política de controle de gastos. Como reflexo, Goiânia elevou a nota da Capag de C para A, reconhecimento do Tesouro Nacional que amplia a capacidade do município de contratar financiamentos com garantia da União e realizar investimentos estratégicos.

As transferências constitucionais também contribuíram para o reforço das receitas. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) teve alta de R$ 50,6 milhões (28,5%). Os repasses de ICMS avançaram R$ 36,5 milhões (15,2%), e os recursos do Fundeb aumentaram R$ 28,4 milhões.

As receitas patrimoniais cresceram aproximadamente R$ 19 milhões (22,98%), atribuídas à gestão do caixa municipal. A Dívida Consolidada Líquida encerrou o quadrimestre em R$ 325,9 milhões, abaixo da meta fiscal para o período (R$ 535,3 milhões), o que, segundo a administração, reforça a capacidade de manter compromissos sob controle, em conformidade com os limites legais, e preservar espaço fiscal para investimentos em áreas estratégicas.

Informações da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) e da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), Prefeitura de Goiânia.

Fonte: Prefeitura de Goiânia