Agrodefesa
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) concluiu o Levantamento Fitossanitário Anual do Cancro Cítrico sem a identificação de novos focos da doença em Goiás. A ação contou com a participação de 61 fiscais estaduais agropecuários.
Entre outubro e dezembro do ano passado, as equipes inspecionaram 82 propriedades comerciais em 55 municípios, além de 40 propriedades não comerciais e 11 viveiros comerciais de citros no estado. O objetivo foi reconhecer o status fitossanitário e delimitar áreas com presença da praga, conforme as exigências da Instrução Normativa nº 21/2018 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Durante as vistorias nos viveiros, localizados nos municípios de Anápolis, Goiânia, Goianira, Goiatuba e Itaberaí, foram coletadas dez amostras suspeitas, todas com resultado negativo para a bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do cancro cítrico.
Segundo a Agrodefesa, o levantamento é considerado fundamental para a manutenção do controle fitossanitário e da qualidade da produção citrícola no estado. A agência também orienta produtores e consumidores a adquirirem mudas apenas de estabelecimentos cadastrados junto à Agrodefesa e ao Mapa, uma vez que o comércio ambulante e viveiros a céu aberto são proibidos pela legislação.
Os primeiros registros da doença em Goiás ocorreram em 2018, em áreas não comerciais, e em 2020, em área comercial. Atualmente, o estado possui 582 propriedades comerciais de citros distribuídas em 98 municípios, com 550 produtores cadastrados.
O território goiano é classificado em três status fitossanitários para o cancro cítrico: Área Sob Erradicação, que compreende áreas não comerciais dos municípios de Itajá, Itarumã, Jataí, Lagoa Santa e São Simão; Área sob Sistema de Mitigação de Riscos (SMR), que abrange Inaciolândia, Cachoeira Dourada, Itumbiara, Gouvelândia, Quirinópolis, Rio Verde, Cachoeira Alta, Cromínia, Joviânia e Bom Jesus de Goiás; e Área Sem Ocorrência, que corresponde aos demais municípios do estado.
De acordo com a Agrodefesa, o cancro cítrico ataca todas as variedades de citros, provoca queda de folhas e frutos e inviabiliza a comercialização devido às lesões e rachaduras na casca, que aceleram a deterioração dos frutos. A principal forma de disseminação ocorre por meio de mudas contaminadas, além da ação de chuvas, ventos, equipamentos, veículos e restos de colheita.


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