A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) pagará um prêmio de produtividade a 652 empregados, com valores mensais que variam conforme o cargo e o cumprimento das metas estabelecidas. Os pagamentos ficarão entre R$ 500 e R$ 1,7 mil e serão calculados com base na área de gramado roçada por cada equipe e no desempenho geral da companhia.
A medida será válida até abril de 2027, durante o período chuvoso, quando o crescimento da vegetação exige maior frequência de manutenção. O prefeito Sandro Mabel afirma que a iniciativa busca ampliar a capacidade de atendimento das equipes próprias e reduzir a necessidade de contratação de empresas terceirizadas. Segundo ele, no ano passado, a Prefeitura de Goiânia gastou quase R$ 12 milhões com a execução desse tipo de serviço.
“Nós vamos fazer um plano de produtividade. Onde nós roçamos uma vez por mês, vamos roçar duas. No ano passado, nós nos perdemos, você lembra que a grama cresceu muito. Este ano, nós não queremos contratar empresa de fora, que custa mais caro. Vamos fazer esse trabalho com o nosso pessoal, nossos próprios equipamentos e um plano de produtividade”, afirma Mabel.
Cálculo
A programação prevê que os gramados recebam roçagem duas vezes por mês. O programa contempla 610 trabalhadores operacionais, 28 fiscais e 14 supervisores. O valor máximo mensal será de R$ 1,7 mil para supervisores, R$ 800 para fiscais, R$ 550 para trabalhadores operacionais do turno noturno e R$ 500 para os do turno diurno.
A despesa terá teto de R$ 359,97 mil por mês, totalizando R$ 2,52 milhões até abril de 2027. O prêmio não será incorporado ao salário dos empregados.
O trabalhador operacional poderá receber R$ 300 pelo resultado da própria equipe e R$ 200 pelo desempenho geral da companhia. O pagamento será iniciado quando 85% da área planejada for atingida. Entre 85% e 89,9% da meta, o prêmio corresponderá à metade do valor; entre 90% e 99,9%, a três quartos; e, com 100% ou mais da meta, será pago integralmente.
Fiscais e supervisores receberão valores conforme o número de equipes sob sua responsabilidade que atingirem a meta. O fiscal receberá R$ 120 por equipe e acompanhará de duas a cinco equipes. O supervisor receberá R$ 150 por equipe e será responsável por quatro a dez equipes. Ambos também terão direito a R$ 200 pelo resultado geral da companhia.
A apuração e a consolidação dos resultados ficarão sob responsabilidade da Gerência Técnica Executiva (GTE), com dupla conferência. A falta injustificada excluirá o empregado do programa. O atestado médico reduzirá o prêmio, exceto nos casos de acidente de trabalho, licença-maternidade e pré-natal.
Metas
As metas serão estabelecidas por turno de 12 horas, com desconto dos períodos de pausa, deslocamento e paradas de equipamentos. As equipes que utilizam trator giro zero deverão roçar 15 mil metros quadrados no turno diurno e 15,3 mil metros quadrados no noturno, área equivalente a cerca de dois campos de futebol.
Já as equipes de roçagem manual terão metas de 5,4 mil metros quadrados no turno diurno e 5,5 mil metros quadrados no noturno.
Somadas, as equipes deverão atender 551 mil metros quadrados por dia. A capacidade operacional da Comurg é de 626 mil metros quadrados diários, o que significa que a meta corresponde a aproximadamente 88% desse total. A diferença funcionará como margem para dias de chuva e outros imprevistos.
“A meta foi calculada por turno, com o tempo real de trabalho. Cada equipe sabe quanto precisa roçar em cada jornada, e a apuração é feita área por área. Quem entrega mais serviço recebe mais. A regra é a mesma para todos, e o resultado aparece na rua, com a grama cortada duas vezes por mês. Nós avaliamos que pagar por produção um bônus ao servidor o motivaria muito mais que se contratássemos uma empresa para fazer o serviço e encaminhássemos esse pessoal para outras finalidades”, afirma o presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos.
Fonte: Prefeitura de Goiânia