O aumento das temperaturas e a maior circulação de pessoas em ambientes de lazer contribuíram para uma elevação de 30% nos casos de conjuntivite viral no Brasil durante o verão. De acordo com especialistas, o calor intenso favorece a propagação do adenovírus, principal agente causador da inflamação, especialmente em locais como praias e piscinas, onde há maior contato entre pessoas e compartilhamento de objetos.
Além do risco de infecção, a exposição prolongada à radiação ultravioleta pode provocar danos à superfície ocular, como ceratites e pterígio, condições que podem comprometer a visão. A falta de proteção adequada e o tempo excessivo sob o sol são fatores associados a essas lesões, que podem causar sintomas como vermelhidão, dor, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos.
O oftalmologista Ricardo Filippo, da COI Oftalmologia, orienta que a prevenção depende de medidas simples e contínuas. “Manter a higiene das mãos, evitar tocar ou coçar os olhos e não compartilhar objetos pessoais ajudam a prevenir a conjuntivite viral. Preservar o filme lacrimal com boa hidratação e lubrificantes oculares fortalece a proteção natural dos olhos. Contra danos solares, é fundamental usar óculos com proteção UV, chapéus ou bonés e evitar exposição ao sol nos horários mais intensos”, afirmou.
Segundo o especialista, a fotoceratite, conhecida como “olho queimado”, é uma inflamação causada pela radiação solar intensa e pode surgir poucas horas após a exposição sem proteção. O contato com substâncias irritantes, como cloro e sal, também contribui para o ressecamento ocular e aumenta a vulnerabilidade a infecções.
A alimentação adequada também exerce papel importante na proteção da visão. Nutrientes como as vitaminas A, C e E ajudam a preservar a retina e a córnea, enquanto compostos como luteína e zeaxantina, presentes em vegetais de folhas verde-escuras, auxiliam na filtragem da luz e na proteção da mácula, região responsável pela visão central.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão o uso de óculos de sol com proteção contra raios UVA e UVB, a higienização frequente das mãos, o uso de colírios lubrificantes quando indicados e a manutenção de uma dieta equilibrada. Especialistas também orientam que, diante de sintomas como irritação, dor ou secreção ocular, a avaliação médica deve ser buscada para diagnóstico e tratamento adequados.
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