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Goiás mantém liderança nacional no tomate, mesmo com previsão de queda na safra de 2026
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Goiás mantém liderança nacional no tomate, mesmo com previsão de queda na safra de 2026

Goiás mantém liderança nacional no tomate, mesmo com previsão de queda na safra de 2026

Com cultivo voltado principalmente ao processamento industrial, a tomaticultura goiana mantém posição de destaque na produção nacional de tomate.

Na estimativa de setembro de 2026 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada em 15 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás permanece na liderança nacional, com produção prevista de 1,34 milhão de toneladas.

O estado também registra a maior área plantada e o maior rendimento médio do país: 14,6 mil hectares e 92,1 toneladas por hectare, respectivamente.

O volume estimado para 2026 vem após duas safras recordes consecutivas. Em 2024, Goiás colheu 1,46 milhão de toneladas de tomate e, em 2025, alcançou 1,65 milhão. Na comparação com esses resultados, a previsão representa recuo de 18,5% em relação ao ano passado e de 8,1% ante 2024.

O movimento acompanha o cenário nacional, cuja estimativa de produção caiu de 4,75 milhões para 4,37 milhões de toneladas. Mesmo assim, a redução não alterou a posição de Goiás no ranking, que é liderado pelo estado desde 2024.

Para o titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ademar Leal, o resultado evidencia a importância da cadeia produtiva para Goiás.

“Além do volume produzido, o cultivo voltado à indústria movimenta diferentes etapas da atividade agropecuária e contribui para a economia goiana. É o trabalho dos produtores que mantém Goiás à frente da produção de tomate no país”, afirmou.

De acordo com a Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, do IBGE, Silvânia assumiu a primeira posição entre os municípios goianos, com 361,0 mil toneladas de tomate — volume 77,3% superior ao registrado em 2024.

Cristalina, que ocupava o topo no ano anterior, aparece em segundo lugar, com 277,5 mil toneladas, seguida por Morrinhos, com 193,0 mil toneladas. Juntos, os três municípios respondem por pouco mais da metade da produção estadual e por 17,8% do total brasileiro.

A relevância econômica do tomate também se reflete no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). Em 2025, a cultura movimentou R$ 8,5 bilhões em Goiás, o equivalente a 40,8% do VBP nacional do produto, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O perfil industrial da produção também aparece no comércio exterior. No ano passado, o estado exportou 1,2 mil toneladas de derivados de tomate, gerando receita de US$ 969,1 mil.

O suco de tomate respondeu por 70,1% do valor exportado, enquanto ketchup e molhos representaram os 29,9% restantes.

“A distribuição da produção pelo território e a presença dos derivados no mercado externo ampliam o alcance da cadeia. O tomate gera renda em várias regiões de Goiás e chega a outros países por meio da indústria. Nosso papel é acompanhar esse desempenho e apoiar o produtor para que o estado siga como referência na cultura”, completou o secretário Ademar Leal.

Fonte: Agência Goiás

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