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Kit de emergência para 72 horas: Defesa Civil explica recomendação e nega risco iminente
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Kit de emergência para 72 horas: Defesa Civil explica recomendação e nega risco iminente

Kit de emergência para 72 horas: Defesa Civil explica recomendação e nega risco iminente

A Defesa Civil Nacional recomenda que as famílias mantenham em casa um kit de emergência capaz de garantir água, alimentos, medicamentos e itens básicos por até 72 horas, em caso de desastres ou interrupções no fornecimento de serviços como água, energia elétrica e telefonia. A orientação, divulgada nas redes sociais desde sexta-feira, foi reforçada neste sábado após provocar dúvidas sobre a possibilidade de um risco iminente no país.

O Ministério do Desenvolvimento Regional afirma que não há um novo alerta nacional nem um risco específico relacionado à recomendação. Em nota, a pasta, à qual a Defesa Civil Nacional é vinculada, explicou que a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) mantém uma rotina de divulgação de orientações gerais de autoproteção para diferentes tipos de emergências e desastres, incluindo a organização de um kit doméstico.

“Essas recomendações têm caráter preventivo e permanente, buscando fortalecer a cultura de preparação e a capacidade de autoproteção das famílias. Não representam uma determinação para a formação de estoques extraordinários, tampouco decorrem de uma ameaça específica ou de um alerta nacional vigente”, informou o ministério.

Após a repercussão nas redes sociais, a própria Defesa Civil Nacional respondeu a comentários na publicação original. “Pessoal, é apenas um conteúdo sobre prevenção! Não existe nada de misterioso no ar ou alguma invasão alienígena! Postamos conteúdos sobre prevenção todos os dias aqui no nosso perfil (...) Fiquem tranquilos!”, escreveu o órgão.

Defesas Civis estaduais e municipais já vinham promovendo campanhas semelhantes ao longo do ano, com foco na preparação para situações como tempestades e apagões prolongados.

A recomendação para a preparação de um kit de emergência para 72 horas considera que, em desastres de grande proporção, o socorro pode demorar a chegar a algumas localidades. Nesse período, as famílias precisam ter condições de se manter por conta própria.

Segundo a Defesa Civil Nacional, cada domicílio deve contar com um conjunto básico de itens para garantir água potável, alimentação, medicamentos, higiene, roupas e meios mínimos de comunicação durante três dias. “Ter um kit de emergência para até 72 horas (3 dias) é uma medida de preparação recomendada pela Defesa Civil Nacional, alinhada a práticas internacionais, e que complementa o trabalho das equipes de resposta”, destacou o órgão nas redes sociais.

A medida busca reduzir a vulnerabilidade da população em situações como enchentes, deslizamentos, vendavais, longas interrupções no fornecimento de energia, falhas no abastecimento de água e panes em redes de telefonia. Com a população minimamente abastecida, as equipes de resgate podem priorizar casos mais graves e áreas de acesso mais difícil.

Especialistas em gestão de riscos defendem que a preparação doméstica aumenta a resiliência das comunidades e estimula os governos a melhorar a infraestrutura, os planos de contingência e a capacidade de resposta a emergências. A iniciativa também pode impactar o comércio de alimentos não perecíveis, farmácias e lojas de equipamentos de emergência, que tendem a registrar aumento na procura por esses produtos.

O kit recomendado pela Defesa Civil Nacional deve conter, no mínimo, 6 litros de água potável por pessoa para três dias, alimentos não perecíveis, medicamentos de uso contínuo e itens de higiene e iluminação, reunidos em uma mochila ou recipiente de fácil acesso.

A orientação é separar pelo menos 2 litros de água por pessoa por dia, totalizando 6 litros para o período de 72 horas. Para a alimentação, a recomendação é priorizar produtos não perecíveis e de fácil consumo, como frutas secas, barras de cereais, biscoitos e alimentos enlatados.

Entre os utensílios básicos, estão pratos e copos plásticos, talheres, abridor de latas, papel-toalha e sabão. Para os cuidados de saúde, o kit deve incluir medicamentos de uso contínuo, cópias das receitas médicas, álcool em gel, itens de primeiros socorros e equipamentos médicos necessários no dia a dia, acompanhados de baterias e carregadores, como medidores de glicose. Também é recomendável separar óculos de grau, lentes de contato, repelente e outros itens indispensáveis.

Na parte de higiene, a lista inclui produtos para banho, escova de dentes, creme dental, absorventes, papel higiênico e itens semelhantes. A orientação também prevê algumas mudas de roupa e calçados confortáveis. Em regiões frias, devem ser incluídos casacos e peças mais pesadas.

Para manter o acesso a informações durante uma emergência, a Defesa Civil sugere um rádio AM/FM, lanternas, pilhas de reposição, carregador de telefone e baterias portáteis, conhecidas como power banks. As pilhas devem ser armazenadas separadamente para evitar desgaste.

Documentos pessoais, dinheiro em espécie, objetos de valor, escritura do imóvel e uma lista de contatos importantes, como médicos e serviços de emergência, devem ser protegidos em uma pasta impermeável. Sacolas plásticas avulsas podem ajudar a manter os objetos protegidos contra umidade e sujeira.

Famílias com bebês, crianças ou animais de estimação precisam adaptar o kit, incluindo fraldas, fórmulas, brinquedos essenciais, ração, potes e itens específicos de cuidado. A recomendação é revisar o conteúdo a cada seis meses, verificar a validade dos alimentos e medicamentos e atualizar a lista conforme mudarem as necessidades da residência.

A publicação sobre o kit de emergência ganhou grande repercussão nas redes sociais desde sexta-feira. Usuários questionaram se a Defesa Civil estaria “sabendo de algo que a população não sabe” ou se haveria algum evento excepcional previsto.

O governo federal nega a existência de um cenário extraordinário e afirma que a recomendação faz parte de uma campanha permanente, alinhada às práticas internacionais de gestão de riscos de desastres. A mensagem dos órgãos é que a defesa civil não depende apenas de grandes obras e equipes de resgate, mas também da preparação das famílias para enfrentar alguns dias de dificuldades sem depender imediatamente do poder público.

A expectativa é que as ações educativas continuem, com novas publicações e possível articulação com as Defesas Civis estaduais e municipais para ampliar o alcance das orientações. Segundo os órgãos envolvidos, a adoção rotineira de kits domésticos de emergência pode, no médio prazo, ajudar a reduzir os impactos de desastres, facilitar a atuação das equipes em campo e fortalecer a cultura de prevenção no Brasil.

Fonte: Miraí Broadcast

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