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Doença de Chagas ainda ameaça saúde cardiovascular

Doença de Chagas ainda ameaça saúde cardiovascular

Especialistas alertam para diagnóstico precoce e acompanhamento para evitar complicações
Divulgação

Silenciosa e frequentemente diagnosticada de forma tardia, a doença de Chagas ainda representa risco à saúde cardiovascular, especialmente em regiões endêmicas. No Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril, o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.

Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a infecção é transmitida principalmente pelas fezes do inseto conhecido como barbeiro e pode permanecer sem sintomas por anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 6 e 7 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo, sendo mais de 1 milhão no Brasil.

Complicações cardíacas

Na fase aguda, os sintomas podem incluir febre, mal-estar, inchaço nos olhos e inflamação no local da picada. Já na fase crônica, que pode surgir anos depois, há risco de complicações cardíacas graves.

De acordo com a cardiologista Alinne Macambira, o caráter silencioso da doença é um dos principais desafios para o diagnóstico.

Arritmias, insuficiência cardíaca, miocardite e tromboembolismo estão entre as principais manifestações. Os sintomas incluem palpitações, cansaço, falta de ar e inchaço nas pernas. Em casos mais graves, há risco de morte súbita.

Transmissão e prevenção

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com fezes do barbeiro, mas também pode acontecer por ingestão de alimentos contaminados, transfusão de sangue e de forma congênita.

A prevenção envolve o controle do inseto, com cuidados para evitar sua presença em residências, além do uso de telas e mosquiteiros e atenção na manipulação de alimentos.

Tratamento

O tratamento varia conforme a fase da doença. Na fase aguda, podem ser utilizados medicamentos antiparasitários, com taxa de cura que pode chegar a 80%. Já na fase crônica, o objetivo é controlar complicações, principalmente as cardíacas.

 

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