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Com chegada do frio, Goiás tem menor cobertura infantil contra influenza e 60% das SRAG em menores de 6 anos

Com chegada do frio, Goiás tem menor cobertura infantil contra influenza e 60% das SRAG em menores de 6 anos

Com chegada do frio, Goiás tem menor cobertura infantil contra influenza e 60% das SRAG em menores de 6 anos

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO) alerta para a combinação de tempo frio e seco com a baixa cobertura vacinal contra a influenza entre crianças, atualmente o grupo com menor adesão à campanha. A cobertura geral do país está em 33,32%, enquanto a do estado é de 32,10%.

Entre os principais grupos prioritários, a cobertura alcança 36,39% entre idosos, 39,23% entre gestantes e 21,89% entre crianças de mais de 6 meses a menores de 6 anos. Dos 3.870 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrados em Goiás neste ano, cerca de 60% ocorreram em crianças com menos de 6 anos.

Diante desse cenário, a SES/GO reforça o pedido para que os municípios se mobilizem para o 2º Dia D de Vacinação contra a Influenza, neste sábado (23/05), e orienta as famílias a levarem crianças e demais integrantes dos grupos prioritários para se vacinarem. Zé Gotinha vai a Aparecida e Trindade para incentivar a vacinação.

Levantamento realizado em 2025 pelo Centro de Inteligência Epidemiológica da SES/GO (CIE/SUVISA/SES), que analisou 9.560 casos de SRAG, identificou 1.868 registros por influenza; desses, mais de 77% ocorreram em pessoas não vacinadas. Em relação aos óbitos, dos 700 registrados no período, 84% foram de não vacinados.

Os dados indicam impacto positivo da vacinação na redução da gravidade dos casos de SRAG, especialmente em crianças de 1 a 4 anos e em pacientes com comorbidades renais. Entre os vacinados, foi menor a necessidade de intubação e de internação em UTI em alguns grupos populacionais. Entre as crianças pequenas, a imunização reduziu em cerca de 66% o risco de desfechos graves; entre pacientes com doença renal crônica, a redução foi de 62%.

“As crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações da influenza. A vacinação é uma medida segura e eficaz, que reduz significativamente o risco de casos graves, internações e óbitos. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis procurem as salas de vacinação e garantam a proteção das crianças no período de maior circulação dos vírus respiratórios”, orienta a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES/GO, Flúvia Amorim.

Fonte: Agência Goiana de Notícias

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