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Com R$ 44,9 mil, projeto entrega 100 EPIs e treina quilombolas para uso seguro de agrotóxicos no Nordeste Goiano

Com R$ 44,9 mil, projeto entrega 100 EPIs e treina quilombolas para uso seguro de agrotóxicos no Nordeste Goiano

Com R$ 44,9 mil, projeto entrega 100 EPIs e treina quilombolas para uso seguro de agrotóxicos no Nordeste Goiano

O projeto Mais Agro, Menos Tóxico promoveu capacitação sobre uso seguro de agrotóxicos para a comunidade quilombola do Povoado Cabeçudo, no Nordeste Goiano, no último sábado (09/05). A ação foi conduzida pelo Grupo de Conservação de Agrossistemas e Ecotoxicologia (CAE), do Instituto Federal Goiano (IF Goiano).

A atividade orientou moradores sobre o manejo correto de agrotóxicos, o uso de bioinsumos e a adoção de equipamentos de proteção individual (EPIs), com foco em práticas agrícolas mais seguras, sustentáveis e alinhadas à preservação da saúde e do meio ambiente. De acordo com o coordenador do projeto e diretor-geral do IF Goiano – Campus Campos Belos, Althiéris de Souza Saraiva, a comunidade tem participado ativamente das ações. “As atividades têm ocorrido de forma participativa, valorizando também os conhecimentos tradicionais da comunidade”, afirmou.

Dezenas de moradores, entre agricultores familiares, trabalhadores rurais e jovens, participam direta e indiretamente das atividades. No povoado, são cultivadas culturas tradicionais da agricultura familiar, essenciais para a subsistência e a geração de renda local. Participaram da capacitação estudantes do CAE, pesquisadores, professores e parceiros institucionais do projeto, além de representantes da comunidade quilombola e da empresa Agropecuária Gomes Lima.

Segundo Althiéris, a iniciativa busca reduzir a exposição inadequada a agrotóxicos e ampliar a conscientização sobre riscos ocupacionais no meio rural. “A expectativa é fortalecer a saúde dos trabalhadores rurais por meio da correta utilização de EPI, do manejo responsável dos produtos e da adoção gradual de alternativas mais sustentáveis, como os bioinsumos”, disse. Ele ressaltou ainda o objetivo de enfrentar desigualdades sociotécnicas em comunidades tradicionais e marginalizadas, onde o acesso à inovação é limitado. “Enquanto outras regiões recebem tecnologias avançadas e capacitações frequentes, nesses territórios muitas vezes faltam equipamentos básicos de segurança”, pontuou.

No âmbito ambiental, o projeto incentiva práticas com menor impacto sobre o solo, a água, os polinizadores e a biodiversidade local, reforçando também a inclusão social e o acesso democrático ao conhecimento científico e tecnológico.

A iniciativa recebeu investimento de R$ 44,9 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), destinado à aquisição de 100 EPIs e 10 pulverizadores costais com acessórios de turbonebulização. O projeto foi selecionado no edital de Apoio a Projetos de Extensão de Instituições de Ensino Superior do Estado de Goiás nº 12/2025, voltado a ações de extensão universitária com impacto social em comunidades em situação de vulnerabilidade.

A ação é realizada em parceria com o Centro de Excelência em Bioinsumos (Cebio), o IF Goiano – Campus Campos Belos, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Comunidade Quilombola do Povoado Cabeçudo e a Empresa Agropecuária Gomes Lima. Para Althiéris, a integração entre pesquisa, ensino e comunidade fortalece soluções adequadas à realidade dos agricultores familiares: “Esse diálogo entre ciência e comunidade é fundamental para promover um modelo de agro mais sustentável, participativo e socialmente inclusivo”.

Fonte: Agência do Governo de Goiás

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