O documentário “Mulheres da pesca no Araguaia” será lançado no domingo (17/05), às 10h , no Cinex Oscar Niemeyer, em Goiânia. O filme registra histórias, experiências e transformações sociais relacionadas à presença das mulheres em um espaço historicamente marcado pela predominância masculina.
A produção é resultado de uma parceria entre o Programa Araguaia Vivo, Universidade Estadual de Goiás (UEG), o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) Araguaia e o Coletivo Mulheres Cientistas em Rede, trazendo um olhar sobre o protagonismo feminino na pesca esportiva e nas dinâmicas socioeconômicas construídas na região da bacia do rio Araguaia.
Com direção-geral das professoras Thais Oliveira, do curso de Cinema e Audiovisual da UEG, e Mariana Telles (UFG), coordenadora-geral do Programa Araguaia Vivo, a produção contou ainda com a participação da pesquisadora Andreia Juliana Rodrigues Caldeira, coordenadora do Coletivo Mulheres Cientistas em Rede, e de outras docentes da UEG.
“A experiência de realizar este documentário envolveu convivência, escuta e troca. Estar ao lado dessas mulheres durante os dias de gravação permitiu compreender como a pesca também é um espaço de transmissão de saberes, autonomia feminina e vínculo cultural com o território. O filme foi construído respeitando o tempo das personagens, suas falas e suas experiências reais com o rio”, relata a professora Thais Oliveira.
O documentário enfatiza a importância do audiovisual como ferramenta de memória, valorização cultural e divulgação científica.
“Assim como aconteceu no documentário Expedição Araguaia, este novo trabalho amplia o olhar sobre o território do Araguaia. O mais importante é que essas mulheres possam se reconhecer na tela e perceber que suas experiências têm valor, potência e relevância cultural”, acrescenta.
Durante as gravações, realizadas a partir de um campeonato feminino de pesca esportiva ocorrido em setembro do ano passado, a equipe acompanhou a competição e todo o ecossistema social que se organiza em torno da atividade.
Entre as personagens retratadas estão pescadoras esportivas, trabalhadoras de pousadas, comerciantes, famílias ligadas à temporada de pesca e lideranças locais. A produção também destaca figuras simbólicas da região, como a primeira barqueira registrada em Aruanã e a cacica e vice-cacica da comunidade indígena Iny Karajá.
Thais Oliveira ressalta que, em Goiás, é muito difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória ligada ao rio, seja uma viagem em família, temporadas de praia, histórias de pescaria e outras lembranças construídas às margens das águas.
“Dentro dessa relação tão próxima, as mulheres sempre estiveram presentes, embora muitas vezes invisibilizadas. O documentário busca justamente dar visibilidade a essas trajetórias e mostrar que elas também são protagonistas da cultura do Araguaia”, reitera.
O Programa Araguaia Vivo é executado pela Aliança Tropical de Pesquisa da Água (TWRA), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). Já o PPBio Araguaia é executado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O Coletivo Mulheres Cientistas em Rede, coordenado a partir da UEG, também conta com apoio do CNPq e do Ministério das Mulheres.
Lançamento do documentário “Mulheres da pesca no Araguaia”Data : Domingo, 17 de maioLocal : Cinex Oscar NiemeyerHorário : 10h, com café da manhã de recepção ao públicoEntrada : gratuita




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