O modelo de segurança pública de Goiás atraiu o interesse de México, Haiti e Equador. Representantes das embaixadas dos três países visitaram, na quinta-feira (14/05), o Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia, para conhecer práticas adotadas pelo Estado. A comitiva percorreu a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães, a Casa de Prisão Provisória, a base do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais, a Escola Lourdes Estivalete Teixeira e a Seção Industrial. No local, os diplomatas receberam informações sobre controle prisional, segurança operacional, educação e reintegração social. A agenda foi intermediada pelo Gabinete de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral de Governo (SGG) e acompanhada por gestores da Polícia Penal de Goiás, representantes do Governo de Goiás e servidores penitenciários. Para o chefe de Gabinete de Assuntos Internacionais, Giordano Sarvio Cavalcante de Souza, o interesse externo reflete a visibilidade alcançada pelas políticas adotadas no Estado. “Goiás tem construído uma política baseada em planejamento, integração, tecnologia e resultados. O interesse de representantes internacionais em conhecer esse trabalho mostra que as boas práticas desenvolvidas pelo Estado ultrapassam fronteiras e podem contribuir para o diálogo e a cooperação com outros países”, afirmou. Segundo os organizadores da visita, a principal demanda apresentada pelos estrangeiros foi compreender como Goiás reduziu índices negativos no sistema penitenciário e restabeleceu o controle das unidades prisionais. Países como Haiti e Equador enfrentam desafios relacionados à criminalidade no sistema prisional, o que motivou a aproximação. O diretor-geral da Polícia Penal, Josimar Pires, explicou que a estratégia incluiu a retirada de ilícitos das celas, o isolamento de lideranças negativas em unidades específicas e o restabelecimento da ordem e da disciplina, com ampliação de investimentos em educação e trabalho para a população carcerária. “Apresentamos aos visitantes a nossa metodologia de controle do cárcere. Essa segurança, integrada às ações de ressocialização, tem gerado resultados positivos no sistema”, disse. De acordo com Pires, mais de 5 mil presos atualmente estudam e exercem atividades laborais no sistema penitenciário goiano, e investimentos em estrutura, tecnologia e capacitação de servidores foram decisivos na transformação das unidades. O adido de polícia na Embaixada do Equador, coronel Ryan Oswaldo Ramos Medina, classificou a visita como uma oportunidade de conhecer um “caso exitoso” da segurança em Goiás. “É impressionante ver a ordem e a disciplina dentro das unidades prisionais, assim como os internos trabalhando e desenvolvendo atividades que contribuem para sua capacitação e para uma real inserção na sociedade”, afirmou. Após a passagem pelo complexo prisional, a comitiva visitou, em Goiânia, o Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, onde acompanhou o modelo de gestão operacional das forças de segurança, com monitoramento de ocorrências em tempo real, uso de inteligência artificial, videomonitoramento e plataformas analíticas. “O Centro de Comando Integrado é muito interessante, especialmente pela forma como reúne tecnologia, informação e atuação coordenada de diversas forças. Isso nos mostra que a gestão, inteligência e a disciplina podem produzir resultados concretos na segurança pública”, observou o representante equatoriano. Entre as iniciativas apresentadas esteve o programa IA Contra o Crime, que utiliza tecnologia e análise de dados para apoiar o trabalho das forças de segurança e contribuir para a redução da criminalidade no Estado.
Fonte: Agência Governo de Goiás




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