A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) publicou a Nota Técnica 1/2026, reforçando o alerta sobre a necessidade de práticas preventivas — como vacinação, manejo sanitário e bem-estar animal — para fortalecer a sanidade dos rebanhos em Goiás. O documento, encaminhado a entidades do setor produtivo pecuário, recorda que, neste mês de maio, completa-se um ano do reconhecimento internacional de Goiás e do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação, e frisa que a manutenção desse status exige atenção contínua. Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a articulação entre governos, entidades, empresas e produtores é decisiva para preservar conquistas sanitárias, valorizar o patrimônio agropecuário, assegurar a sustentabilidade das cadeias produtivas e ampliar mercados para os produtos goianos. No âmbito das medidas prioritárias, o diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, destaca a vacinação contra a brucelose bovina e bubalina: a imunização é obrigatória para fêmeas entre 3 e 8 meses de idade, deve ser realizada por médico-veterinário cadastrado e é essencial para a proteção da saúde animal e da saúde pública, por se tratar de zoonose. A Agrodefesa também ressalta que vacinações preventivas complementares continuam estratégicas no cenário pós-retirada da vacinação contra a febre aftosa. De acordo com a gerente de Sanidade Animal, Denise Toledo, a redução de imunizações aumenta a vulnerabilidade dos animais, favorece perdas produtivas e eleva custos com tratamentos, comprometendo a eficiência econômica da pecuária. Em ofício às entidades do setor, a presidência da Agrodefesa solicita apoio para a ampla divulgação das orientações contidas na Nota Técnica 1/2026 e reforça o papel das instituições como multiplicadoras de informação junto aos produtores. No histórico recente, em 29 de maio de 2025, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconheceu oficialmente o Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação, durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia dos Delegados Nacionais, em Paris. Goiás se destacou pela excelência na vigilância sanitária e pela robustez do seu sistema de defesa agropecuária: a última campanha obrigatória de vacinação contra febre aftosa no estado ocorreu em novembro de 2022; em março de 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reconheceu Goiás como zona livre de aftosa sem vacinação; e o último foco da doença em território goiano foi registrado em agosto de 1995. A íntegra da Nota Técnica nº 1/2026 está disponível nos canais oficiais da Agrodefesa.
Fonte: Agência Goiana
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